quinta-feira, 3 de julho de 2008

Ponto sem retorno

Da entrevista de Manuela Ferreira Leite à TVI – que comprovou, para além do “cizentismo”, não ser uma verdadeira alternativa a Sócrates - houve algo que me escapou. Situação perfeitamente possível, quer pelo cansaço de um dia de trabalho, quer pela pouca substância da entrevistada. Mas, por muito fresco ou compenetrado que estivesse dificilmente chegaria à conclusão da ILGA. Todavia, já nos habituamos a estas "mariquices"! Em Portugal, o que não é, não deveria ser, noticia, rapidamente ganha um mediatismo desproporcional e há sempre uma ou outra Instituição que aparece na defesa dos seus interesses, por mais estapafúrdios que sejam. A ILGA é uma dessas Instituições. Sempre que vem a terreiro, sai asneira. Alguém que se assume como uma Associação na defesa da Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero, desde logo, merece poucas considerações.
Contudo, o que mais me surpreendeu foi esta pérola: "A ILGA sugere ainda a todos os partidos que esclareçam qual a sua posição sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo para que, em 2009, as famílias constituídas por casais homossexuais saibam em que partido devem depositar o seu voto." Ou seja, podemos depreender que os casais homossexuais votam no Partido que defender o casamento entre pessoas do mesmo sexo! Economia, Justiça, Saúde, Educação, nada disto interessa...

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Deve ser dificil...

Há coisas que não consigo compreender. O Ministério da Educação dispõe de 1 ano para preparar os exames nacionais e, ainda assim, "Algumas perguntas do exame nacional de Português do 12.º ano, realizado ontem por mais de 60 mil alunos, suscitaram dúvidas a docentes da disciplina". E falo do exame de Português, que, normalmente, nem é dos mais criticados. Quando chegar o exame de Matemática, aí sim, teremos, como sempre, um verdadeiro Kosovo. Com uma agravante, que legitimidade tem o M.E - que não se entende (não tem capacidade?) na elaboração de um exame - para avaliar ou, se quiserem, exigir?
1 ano para preparar um exame de 2h!!! Quem diría que existem programas...

terça-feira, 17 de junho de 2008

Triangulo da vergonha.

"Em causa está a admissão do FC Porto na Liga dos Campeões". Toda esta história, digna de uma telenovela Mexicana, cheira mal. Criou-se, aparentemente do nada, um triangulo de interesses, que pouco ou nada serve o futebol. Em qualquer jogo, o Futebol não é excepção, o clima de desconfiança é terrível. Não só porque afasta as pessoas do Jogo, como ficam criadas as condições para que, a qualquer momento, se ponha tudo em causa, se questione tudo.
Os intervenientes desta "palhaçada" são 3, a saber: F.C.Porto, UEFA e, estranhamente, S.L.Benfica. Mas, vamos por partes.
Primeiro, o Departamento Jurídico do Porto falhou. Pior, cometeu um erro crasso, que quase custava a entrada na Liga dos Campeões. Até trânsito em julgado, até prova em contrario, existe presunção de inocência, ok. Contudo, a meu ver, o F.C.P ao não recorrer da decisão do órgão Jurisdicional da Liga aceitou a condenação, admitiu que, de facto, cometeu um ilícito. Se assim não fosse, o FCP não se conformava e naturalmente recorria da decisão. Até por uma questão de imagem. Se o mesmo se passasse com o SPORTING, como sócio, exigia o recurso. Nem me passaria pela cabeça outra coisa. Aliás, o FCP, ao não recorrer, viu-se envolvido noutro processo (o tal que quase custava a entrada na Liga dos Campeões). E é aqui que entra a UEFA.
Segundo, a UEFA, assim como o Departamento Jurídico do FCP, ainda que por motivos diferentes, também falhou. Deu sempre a ideia que andava aos papéis, não sabendo bem o que fazer. Se o objectivo era cultivar uma imagem de transparência nas competições Europeias, pois bem, falhou redondamente. Aplicar retroactivamente uma lei é grave, como já aqui o disse a UEFA não demonstrou respeito pela segurança jurídica, um dos pilares que deve estar bem patente em qualquer Instituição. Mais grave, a UEFA transmitiu sempre a ideia que queria agradar gregos e troianos, nunca tomou uma posição forte que eliminasse o mal pela raiz, preferiu sempre andar ao sabor do vento. Aliás, o sentimento que fica é que todo este processo foi decidido muito antes de chegar à Imprensa. Do género, "pá, nós vamos condenar o FCP, mas depois eles recorrem e volta tudo ao normal. O importante é passar a imagem de Órgão responsável e transparente". Independentemente das "clubites", seria uma tremenda injustiça que o FCP não participasse na L.C. Por uma razão muito simples, ou seja, pela ilegalidade do acto (retroactividade da lei).
Terceiro, o Benfica. Um interveniente desesperado pelos Euros da L.C, capaz de tudo - então se implicar denegrir o FCP, ainda melhor - pela entrada na liga milionária. Já me passou pela cabeça que Luis Filipe Vieira, fortemente contestado por muitos Benfiquistas, tenha optado por uma politica à Pinto da Costa. Ou seja, a linha de pensamento será a seguinte: "se começo a ser atacado, a minha liderança está em causa, o melhor a fazer é criar um inimigo, uma distracção". Assim terá pensado LFV? Pinto da Costa fez o mesmo quando assumiu a Presidência do FCP, na altura apontou as armas a Lisboa, criando um sentimento de união no combate ao "inimigo". Ainda que considere uma estupidez, a verdade é que deu resultados. (apesar de não sabermos os métodos utilizados).
Com a última decisão da UEFA, o Benfica acabar por perder uma óptima oportunidade para estar calado. A ver próximos desenvolvimentos...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

terça-feira, 10 de junho de 2008